Manual do Servidor FIOCRUZ

 

AFASTAMENTO PARA CURSO DE CAPACITAÇÃO
(
Art. 96-A e Decreto 9.991/19)

 

 

1.      O que é?

Afastamento em tempo integral e remunerado concedido ao servidor, que tenha concluído o estágio probatório, para realização de cursos de Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado.

2.      Quem tem direito?

O servidor público que obrigatoriamente (1) tenha concluído o estágio probatório, (2) encontre-se no cargo há pelo menos 03 (três) anos, para mestrado, e 04 (quatro) anos para doutorado e pós-doutorado considerando o estágio probatório, (3) cuja participação no curso não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, (4) não tenha se afastado para tratar de assuntos particulares, para gozo de licença capacitação ou para curso de capacitação nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento e nos 4 (quatro) anos anteriores quando se tratar de pós-doutorado (5) não esteja impedidos por carência a ser cumprida em virtude de afastamento anterior e que (6) tenha sido previamente aprovado em processo seletivo interno.

 

3.      Quais são as exigências documentais?

Atenção: A solicitação deverá ser encaminhada com antecedência mínima de 30 (trinta) dias em relação à data inicial do afastamento, tanto para os pedidos iniciais, quanto para os pedidos de prorrogação de afastamento.

 

3.1  Preenchimento do Formulário de Requerimento;

 

3.2  Declaração da Instituição de ensino contendo o nome do curso e o período (dia, mês e ano) a ser realizado (em caso de documentos em língua estrangeira, será exigida a tradução juramentada).

 

3.3  Cadastro Funcional (SIAPE);

 

3.4  Relatórios extraídos do sistema SIAPE/SIAPEnet referente a férias, afastamento e licença-prêmio.

 

3.5  Relatório de afastamento extraído do sistema SGA .

 

 

3.6  Declaração devidamente assinada pela Direção demonstrando a inviabilidade do cumprimento da jornada semanal de trabalho do servidor em virtude da ação de capacitação; 

 


3.7 Cópia do trecho do Plano de Desenvolvimento de Pessoas onde está indicada a referida necessidade de desenvolvimento com (1) a devida manifestação da chefia imediata e (2) manifestação da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas indicando sua concordância e aprovação justificada quanto à solicitação;


3.8 Pedido de exoneração do cargo em comissão ou dispensa da função de confiança nos casos de afastamento por mais de 30 (trinta) dias;

3.9 Anuência da autoridade máxima do órgão ou entidade, quando for o caso.

3.10  Cópia da aprovação em processo seletivo interno com a descrição dos critérios utilizados com a devida isonomia e transparência.

 

 

4.      Informações gerais:

 

4.1 Prazos máximos de afastamento:

 

 

12 (doze) meses para curso de Pós-doutorado;

24 (vinte e quatro) meses para curso de Mestrado (Stricto Sensu);

48 (quarenta e oito) meses para curso de Doutorado.


    4.1.1Na hipótese de necessidade de prorrogação dos prazos acima, o servidor poderá se utilizar da licença para capacitação.

4.2 Nos afastamentos superiores a 30 dias, remuneração dos servidores manterá as parcelas dispostas no Art. 33 da Lei 11.355/2006 dispensando-se, porém, gratificações e adicionais vinculados à atividade ou ao local de trabalham tais como adicional de insalubridade.

4.3 Os cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado implicarão carência mínima de 02 (dois) anos para a solicitação de um novo afastamento; ou ainda maior em prazo equivalente ao afastamento anterior; 

4.4 Ao servidor investido em cargo em comissão ou função de confiança que vislumbre o afastamento terá que ser exonerado do respectivo cargo comissionado no caso de afastamentos por períodos superiores a 30 (trinta) dias.   

4.5 Ao servidor que se afastou para curso de capacitação, somente será permitido, requerer aposentadoria ou exoneração, após o cumprimento de carência de igual período ao do afastamento concedido.


4.5.1 Caso o servidor requeira aposentadoria ou exoneração antes de decorrido o prazo disposto no parágrafo acima, terá de ressarcir a entidade, na forma do art. 47 da Lei 8.112/90.

4.6 O servidor deverá comprovar a participação efetiva na ação que gerou seu afastamento no prazo de até trinta dias da data de retorno às atividades, devendo apresentar: (I) certificado ou documento equivalente que comprove a participação, (II) relatório de atividades desenvolvidas e (III) cópia de TCC, monografia, dissertação ou tese com a devida assinatura do orientador; 


4.6.1 Caso o servidor não apresente a documentação de que trata o artigo acima terá de ressarcir à entidade os gastos com seu afastamento.

4.7 Sempre que a incompatibilidade de horário entre o curso de capacitação e o exercício do cargo for parcial e não for possível a compensação da jornada, deverá a chefia conceder tão somente o afastamento por período parcial.     

 

4.8 Aplicam-se as mesmas regras aos cursos de capacitação realizados no exterior acrescentando-se as exigências documentais estipuladas pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde – CRIS para afastamento do país.

 

5 .       Qual o procedimento?

 

Passo

Quem faz?

O que fazer?

1

Servidor interessado

Preencher requerimento, anexar os documentos acima relacionados e encaminhar para o Serviço de Recursos Humanos de sua unidade para abertura de processo.

2

SRH   

Receber e conferir documentação, incluir relatórios SIAPE/SIAPEnet,  abrir processo e encaminhar ao SEPLAT/Cogepe.

3

Seplat/Cogepe

Analisar, emitir despacho e encaminhar para Secretaria da Cogepe para deferimento do Coordenador-Geral e publicação de portaria.

4

Cogepe

Publica a respectiva portaria. Em seguida, encaminha ao Núcleo de Afastamento/SECAT

5

Secat

Realiza os devidos registros e retorna ao SRH de origem.

6

SRH   

Dar ciência ao servidor, acompanhar a efetiva realização do curso e, ao final, anexar ao processo a cópia do diploma ou certificado de conclusão.

 

 

 

6 .       Fundamentação legal:

 



6.1 Decreto nº 9.991/2019.  - Dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas da administração pública e regulamenta dispositivos da Lei 8.112/90;

6.2 Instrução Normativa nº 201/2019 - Dispõe sobre os critérios e procedimentos específicos para a implementação da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas de que trata o Decreto 9.991/2019;

  

6.3  Decreto 13.609/1943, Art.18 – Trata da necessidade de tradução juramentada de documentos em língua estrangeira para produzir efeitos nas repartições públicas;

6.4  Lei nº 8.112/90  - Arts. 96-A (incluído) e 102, inciso IV (alterado) pela Lei nº 11.907, de 02/02/2009);

6.5  Nota Técnica 433/2009 - Pronunciamento quanto à concessão de férias durante afastamento para capacitação;

6.6  Nota Técnica nº 1772/2017/CGNOR - Possibilidade de interrupção de afastamento do País para estudo no exterior, em razão de usufruto da licença à gestante;

6.7  Ofício nº 549/COGLE/SRH/MP/1998;  Afastamento de servidores ocupantes de cargos de nível médio/intermediário para participarem de cursos de pós-graduação;

6.8  Ofício nº 07/COGLE/SRH/MP/2006  - Concessão de férias a servidor afastado para curso de pós-graduação;

6.9   Orientação Normativa SRH nº 2/2011;

6.10 Orientação Normativa SEGEP nº 10/2014Dispõe sobre concessão de férias.

 

 

Atualização: 27/09/2019

 



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R: O interessado deve fazer um requerimento justificando a sua remoção (a pedido), dirigido à sua chefia imediata e ao Diretor de sua Unidade de origem para autorização de seu deslocamento, com a devida anuência do Setor ou Unidade que irá acolher o requerente. Saiba mais.

O que é necessário para solicitar o afastamento para cursos de pós-graduação?
R: O servidor precisa obter autorização da Direção da Unidade, bem como a declaração da Instituição de ensino contendo o nome do Curso e o período a ser realizado, entre outras documentações. Saiba mais

 

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